Picanha

Se você pensou que esse é um post sobre comida se enganou. Infelizmente não vim falar de churrascaria, fraldinha, coraçãozinho e polenta (ai que fome), vim falar de outra coisa tão boa quanto churrasco: Picanha de Chernobill.

Picanha de Chernobill é uma banda de rock gaúcha composta por três caras gente boa: Matheus Mendes, Chico Rigo e Zinabra Ulgster; sendo que os dois primeiros fizeram grande participação no nosso documentário (jájá será postado aqui). Apaixonados pela música e incentivados pelo sonho de tocar para todo o tipo de pessoa e viver disso, os músicos encantam a cidade de São Paulo com a sua melodia. A Avenida Paulista, o Minhocão, a Feira da Benedito Calixto e o Viaduto do Chá são seus principais palcos.

Venho aqui, portanto, convidar vocês a curtirem a página desses músicos queridos no facebook. Lá eles postam os locais em que estão tocando, vídeos de gravações e fotos tiradas por pessoas que, andando nessa cidade de estresse, passaram por eles e por um segundo se permitiram esquecer tudo o que acontecia a sua volta, como ocorreu com nós.

Página no facebook: https://www.facebook.com/picanhadechernobill

Esse vídeo é um gostinho do terceiro álbum que está sendo gravado pela banda

-Sofi

Avaliação do projeto e sugestões

Depois dessa vivência que tivemos, na viagem do estudo do meio, principalmente, nossa relação com a metrópole mudou bastante. Ao nos debruçarmos sobre a sociedade paulistana, buscando entender os seus conflitos e sua realidade, adquirimos uma experiência nunca antes obtida. Um exemplo disso foi a visita às ocupações: nesses lugares deixamos de olhar apenas para nós mesmos e pudemos ver de perto a vida de muitas pessoas repleta de obstáculos. Logo após o estudo do meio, tivemos que seguir para os trabalhos práticos: a concretização do tema, a realização das postagens no blog e, posteriormente, a criação do documentário. Foi nesse momento em que nos deparamos com as dificuldades.

Tivemos que nos empenhar para realizar um trabalho anual em conjunto. Mesmo que isso tenha nos trazido aprendizados posteriores, o processo foi bem conflitante, já que as discussões em relação ao trabalho muitas vezes se transformaram em brigas e mal entendidos. Ademais, a nossa produção, seja no blog ou no documentário (mas com uma relevância para o segundo), demandou muito tempo e esforço, nos tirando espaço para os estudos das matérias regulares e para as nossas atividades pessoais, o que gerou grande descontentamento.

Achamos também que as correções do blog e do documentário foram muito rígidas, de forma a não contemplar por total a dedicação dos alunos, e o retorno não foi muito bem esclarecido. No primeiro bimestre a entrega do vídeo de correção realmente nos ajudou a realizar diversas mudanças importantes no blog, porém, já no segundo bimestre a correção do vídeo argumento foi muito superficial, foi entregue apenas uma folha de correções com as notas. Além disso, acreditamos que os comentários nos blogs de outros grupos foram feitos apenas por obrigação. Para nós, a interação dos grupos deveria ser feita de forma mais natural e a avaliação de tal também deveria ter sido mais explorada, não apenas falando a nota.

Gostaríamos de ressaltar também que, após as férias de julho, o encantamento inicial quanto ao projeto praticamente morreu, criando uma ideia de obrigação e cansaço relacionados ao trabalho, o que comprometeu muito o resultado do nosso documentário. Além disso, em nenhum momento do processo encontramos qualquer contribuição positiva do blog para a produção do mini doc, que era o objetivo principal da ferramenta.

Como sugestão para amenizar nos próximos anos o que gerou nossas insatisfações, pensamos que a quantidade de lições de casa poderiam diminuir na época próxima à entrega do mini documentário, para que os alunos tenham um tempo para focar mais na produção dele de modo que seja menos desgastante. Além disso, acreditamos que a escola deveria promover um acompanhamento frequente e mais próximo do grupo para ajudar nos problemas, por meio de encontros ou oficinas por exemplo. Por fim, acreditamos que o trabalho deveria ser totalmente encerrado no terceiro bimestre, uma vez que o último bimestre em si já é muito desgastante para os alunos, que precisam focar nos estudos para não ficarem de recuperação por regressão.

No meio da produção do doc, uma querida integrante, cansada e irritada com a edição, produziu o seguinte meme, para descontrair um pouco, que queríamos compartilhar com vocês:


*Apesar da brincadeira, queremos deixar bem claro que o projeto Móbile na Metrópole, como um todo, trouxe um grande amadurecimento pessoal e experiências incríveis que não poderiam ter acontecido de outra maneira.

Queríamos agradecer aos professores, que formam parte dessa equipe do MNM, por terem nos fornecido essa experiência. Esperamos que essas questões sejam melhoradas nos próximos anos para tornar esse projeto melhor ainda.
-O Grupo

Epitáfio

Continuando o processo de fechamento…

Hoje, depois de ter terminado o vídeo, o que o grupo teria feito diferente no seu processo de trabalho?

Agora, com o projeto finalizado, concluímos que deveríamos ter feito algumas coisas diferentes: teríamos começado o processo de filmagem antes, feito melhor planejamento do roteiro do mini-documentário e dedicado mais tempo para o blog.

Agora, entrando no clima do tema do doc, fizemos uma adaptação da música “Epitáfio” dos Titãs:

(Por favor, leve na brincadeira e cante com o ritmo)

“Devia ter organizado mais

Me dedicado mais

Postado mais no blog

Devia ter filmado mais

Editado mais

Ter  feito o que eu queria fazer

Queria ter aceitado

As ideias das coleguinhas

Cada uma tem suas ideias

E dá treta quando tem post

O design (do blog) vai me proteger na hora de receber a notinha (x2)

Devia ter complicado menos

Trabalhado mais

Ter visto mais documentários

Devia ter me importado mais

Com problemas pequenos

Ter brigado menos

Queria ter aceitado

O projeto como ele é

A cada uma cabe sua função

Na produção do documentário

O design (do blog) vai me proteger na hora de receber a notinha (x4)

Devia ter complicado menos

Trabalhado mais

Ter visto mais documentários”

– O Grupo

Nossa relação com São Paulo

Continuando a sequência de posts finais, responderemos a seguinte pergunta:

A relação com São Paulo mudou após os três dias de estudo do meio e do Móbile na Metrópole como um todo?

Mel:

A minha relação com São Paulo não era muito ampla. Minha vida se resumia a Moema, Itaim, Vila Olímpia e Vila Nova Conceição. Realmente não sei porque eu não frequentava os outros bairros da cidade, levando em consideração o quanto eles têm para oferecer. Acredito que o Móbile na Metrópole, como um todo, ampliou a minha relação com a cidade, uma vez que eu passei a frequentar lugares diferentes e incríveis, como ruas, praças, restaurantes, bares e baladas, em bairros fora da minha bolha. Já os três dias de estudo do meio, mais especificamente, me ensinaram a andar de transporte público, o que possibilitou uma ampliação ainda maior da minha relação com São Paulo, já que agora eu não dependo mais só da boa vontade dos meus pais para me levar para os lugares.

Sofia:

Logo após os três dias de estudo do meio a minha relação com São Paulo mudou muito. Percebi o quão pouco eu conhecia a minha cidade. Além de ter aprendido como andar de metrô, ônibus e a “me virar”, adquiri uma noção de espaço maior, principalmente no dia em que andamos de bicicleta e pudemos conhecer diversas regiões, o que mudou bastante a minha relação com a tal. Além disso, depois do estudo do meio pude ser capaz de admirar coisas que passavam despercebidas, como os grafitis espalhados nos muros, os músicos de rua liberando sua melodia, o catador de lixo realizando seu trabalho com um sorriso simples no rosto, o morador de rua com os olhos molhados. Acredito que o MNM como um todo foi uma experiência que me fez amadurecer e abrir a cabeça a partir do momento em que tive que olhar para o outro, estudar sua realidade, suas dificuldades, sua rotina, e não apenas para as pessoas entrevistadas, mas também para todos os cidadãos.

Carol:

Os primeiros três dias que introduziram o trabalho Móbile na Metrópole me mostram todas as possibilidades que teria mais pra frente para fazer o documentário. Por serem poucos dias, não deu, nem de perto, tempo para melhorar meu convívio com a cidade, exatamente porque, como todo mundo disse, foi como se estivéssemos viajando, nem parecia que estávamos na nossa própria cidade.

O Estudo do Meio apenas introduziu e deu o primeiro gostinho de como seria começar a conhecer a cidade que vivi a minha vida inteira. Esses poucos dias me ajudaram, principalmente, a aumentar a minha percepção sobre os acontecimentos na cidade como um todo, como por exemplo alguma intervenção artística em forma de música ou pintura.

Apesar disso, a minha relação com São Paulo, sinceramente, não mudou muito depois do trabalho e dessa semana. Ainda vivo nessa pequena região que concentra todas as minhas necessidades de lazer e estudo. Ainda não sinto a necessidade de me deslocar para lugares mais distantes por pequenos eventos que na maioria das vezes não se passam de um amontoado de gente se atacando por um pedaço de sanduíche de um foodtruck super caro ou por uma selfie na frente de uma parede colorida.

Lígia:

No Estudo do Meio e ao longo desse ano, conheci lugares novos (restaurantes, praças etc) e vi que é possível, sim, aproveitar espaços públicos e não usá-los apenas como meio de passagem. Além disso, tive a experiência de fazer uso da bicicleta como meio de transporte, o que percebi que estabelece um contato muito maior com a cidade, já que não fico presa (como num carro) e tenho que ficar atenta ao que ocorre a minha volta. Hoje, vejo São Paulo, uma cidade da qual eu já gostava, de uma maneira ainda melhor, porque aprendi que há muitas mais coisas a se fazer nela do que eu achava, cada uma proporcionando um tipo de relação com a cidade.

O que aprendemos ao longo do projeto?

Chegou a hora de iniciar o fechamento do projeto! Para realizar esse fechamento realizaremos 4 posts no total com o objetivo de promover uma avaliação de tópicos específicos do Móbile na Metrópole e do ano como um todo. Dessa forma, começaremos com a seguinte pergunta:

O que você aprendeu fazendo o documentário? O seu minidocumentário e blog traduzem o processo de aprendizado ao longo do projeto?

Sofi: 

Durante esse intenso e desafiador projeto, que teve como resultado o minidocumentário, aprendi diversas coisas. Primeiramente, em relação aos termos práticos, aprendi a editar vídeos no Imovie, uma vez que fui a responsável para tal, e a selecionar as informações e entrevistas mais importantes para a construção da narrativa do vídeo. Além disso, aprendi a me comunicar melhor com as pessoas desconhecidas na rua para rechear o vídeo com as suas opiniões, realizar contato com os músicos que entrevistamos por meio da troca de emails e a realizar as entrevistas mais longas (com os músicos e a psicóloga) ao vivo, selecionando as perguntas mais importantes por exemplo.

Acredito que o minidocumentário e o blog apresentam uma parte muito pequena do que foi aprendido. O vídeo apresenta apenas o resultado final e o blog mostra as coisas de forma muito superficial focando mais no tema em si, como por exemplo a apresentação de uma galeria de fotos com o tema: músicos de rua ao redor do mundo.

Carol: 

Esse longo e difícil processo de produção do minidocumentário e blog me ensinou a ser uma pessoa que se importa menos com o que as pessoas que encontro na rua pensam de mim. Isso porque eu percebi que não há nenhum julgamento que elas façam que poderá me trazer qualquer tipo de malefício. Com esse pensamento na cabeça, pude me comunicar com os entrevistados e me sentir totalmente a vontade para parar alguém no meio da rua e pedir algum tipo de informação ou que me deem um pouco de seu tempo para uma entrevista.

Queria que este blog e o nosso documentário (que vai estar aqui logo mais) pudessem mostrar o quanto aprendi nesse processo, mas infelizmente não deu para mostrar tudo em ferramentas simples e com um tema tão específico.

É por isso, então, que tento dizer aqui em poucas palavras o quanto amadureci em relação à São Paulo e aprendi a me relacionar com diferentes pessoas sem a necessidade constante de procurar por algum tipo de suporte.

Mel:

O processo de produção do documentário foi um tanto complicado. Houve momentos de raiva, nos quais a minha maior vontade era quebrar o computador e só desistir, mas também houve momentos de extremo amor pelo projeto e vontade de que ele nunca acabasse. Agora, com o documentário já pronto e o projeto chegando ao fim, posso dizer que aprendi muito ao longo de todo esse percurso. Aprendi a olhar para as pessoas, principalmente os músicos de rua, de uma forma diferente, com mais atenção e tentando sempre perceber o que torna aquela pessoa diferente das outras.

No entanto, acredito que o nosso documentário e o blog não refletem isso. Fiquei feliz com o resultado do trabalho, mas as minhas expectativas eram mais altas. Nosso trabalho, infelizmente, não é capaz de transmitir para as pessoas o que nós aprendemos ao longo de todo esse ano, porque, afinal, não é possível uma pessoa obter todo o conhecimento e experiência que nós adquirimos ao longo de um ano inteiro através de um vídeo de 8 minutos e alguns posts em um blog. Apenas vivendo tudo isso (até mesmo os momentos de raiva) que é possível aprender.

Lígia:

Durante a elaboração do minidocumentário, aprendi que trabalhar em grupo é difícil, difícil mesmo. E que, para isso, é preciso que vejamos a opinião do outro com a mesma relevância que vemos a nossa e que tenhamos discussões para que todos cheguem em um consenso. Além disso, aprendi que fazer um filme, mesmo que de aproximadamente 10 minutos, demanda muito tempo e trabalho. Requer planejamento e vários encontros com o restante do grupo, nos quais é necessário: falar com pessoas desconhecidas que podem ou te ignorar ou serem muito muito fofas, fazer várias filmagens visando ter luz e som adequados e, na teoria, editá-las (mas a Sofi ficou com essa parte).

Acho que nem o blog e nem o documentário traduzem o nosso processo de aprendizado. O documentário é apenas o produto final do projeto, e nele não é possível ver a dedicação a que lhe foi posta. E o blog, mesmo que mostre um processo, não tem a capacidade de mostrar nossa aprendizagem por completo. Ele não mostra as nossas discussões relativas ao que deveria ser postado nele, tampouco as nossas vivências tanto no estudo do meio quanto durante o processo de trabalho juntas, como um grupo.

Para ajudar os outros grupos

Olá!!

Este bimestre os professores propuseram que comentássemos nos blogs dos coleguinhas (que também compartilham desse projeto “Móbile na Metrópole”, porém com temas diferentes uns dos outros) dando dicas e fazendo críticas e elogios úteis tanto para a continuidade dos blogs, quanto para a finalização dos documentários.

Aqui segue os links dos nossos comentários:

Esperamos que estejam ansiosos para verem o nosso documentário!